Oi, seja bem vinda!
Você conhece nossa história?!

 

Nascemos no Instagram no final de 2014 com o desejo de falar sobre Empreendedorismo, Talento, Criatividade, Escolhas Conscientes e Bem Estar. Somos apaixonadas por histórias e são elas que alimentam o nosso conteúdo: já entrevistamos mais de 300 mulheres que resolveram seguir seus instintos e hoje vivem fazendo o que amam. A história do Mulheres que Inspiram é um reflexo da minha história. Se você não me conhece, vou contar como tudo começou.

Meu nome é Priscilla Adduca. Sou baiana, nascida e crescida em Salvador. Morei durante 10 anos em São Paulo e há 2 anos voltei pra minha terra natal. Quando pequena, eu sonhava em ser arquiteta e era louca pelas aulas de educação artística. Sempre fui disciplinada e estudiosa, mas me questionava o tempo inteiro sobre os modelos tradicionais de ensino e trabalho. Em algum momento entre o 1˚ e o 3˚ anos colegiais, a minha vontade de fazer Arquitetura virou dúvida. Como as minhas melhores notas eram sempre em Português e Redação, repensei minhas escolhas e acabei prestando vestibular pra Jornalismo e Direito. Passei em Direito, conclui o curso em 2005, guardei orgulhosa o meu diploma, mas saí da faculdade com a certeza de que aquele não era o meu caminho. Desde então, entrei e saí de alguns empregos em áreas completamente diferentes e nunca consegui me fixar em nenhum deles. Tempos depois, descobri que essa característica tem nome e é muito valiosa: Multipotencialidade.

 

"Os multipotenciais são muito criativos,

têm milhares de interesses,

querem abraçar o mundo e não ficam satisfeitos

em apenas um projeto ou carreira".

Além de me sentir multipotencial, também sentia minha cabeça martelando sobre o trabalho formal: "Quantas vezes vou realizar tarefas que não estão alinhadas com os  meus valores? Quantas vezes vou enrolar na frente do computador até a hora de ir embora? Quantas vezes vou receber ordens pra fazer o que não quero?"

 

O meu projeto de vida era muito claro: queria ter liberdade de tempo e espaço pra trabalhar na hora e no lugar que eu quisesse e desejava desenvolver um trabalho que trouxesse sentido pra minha vida. Incomodada com as opções que eu tinha naquela época, estava certa de que aquele modelo de trabalho não ia funcionar. Não achava normal (e continuo não achando) ter que cumprir jornadas exaustivas pra realizar o sonho dos outros. Tempos depois, ouvi uma frase que resumiu tudo que sentia: “Quanto estão te pagando pra você abrir mão dos seus sonhos?

Desejando fugir desesperadamente do cardápio de opções que o mercado oferecia, resolvi empreender. Mesmo sem ter ideia do significado dessa palavra e das surpresas que ela me traria, lancei uma marca de moda praia. Comprei quilos de lycra, bojos, aviamentos, sem nem saber ao certo como calcular minha produção. Tive dor de cabeça com os bancos, fornecedores e empresas que não entendiam e muito menos apoiavam pequenos e novos produtores. Chorei, me descabelei e, apesar da delícia que era ver uma peça pronta e o retorno maravilhoso das clientes, desisti da empreitada.

 

E agora? O que uma pessoa formada em Direito, sem experiência no mercado, que tinha acabado de encerrar uma confecção (e ainda guardava toneladas de tecido) poderia fazer da vida? Pois esse foi, sem dúvida, o capítulo mais conturbado da minha história. Não tinha perspectiva, planos, sonhos e nenhum motivo pra comemorar. Foi quando começaram os meus questionamentos:

 

 

Qual será o meu propósito nesse mundo?

Será que cada um de nós tem um talento especial? Como descobrir esse dom? Como colocá-lo em prática em prol de uma vida com mais sentido?

Louca pra descobrir todas essas respostas, fui atrás de exemplos que pudessem me inspirar. Foram horas, dias, semanas, procurando histórias de pessoas que se sentiam felizes e realizadas com suas carreiras e estilos de vida. Gente corajosa, decidida e determinada que mudou o rumo da própria vida pra se reinventar. Num determinado momento, me vi tão imersa nessa pesquisa que comecei a sentir os primeiros sinais de que estava me reconectando comigo mesma. Não pensava em outra coisa a não ser pesquisar cada vez mais histórias. Até que veio o insight: e se eu reunisse todos esses exemplos e trajetórias em um só lugar? E se esse conteúdo fosse capaz de impactar mais pessoas? E se eu pudesse conectar todas as mulheres que têm as mesmas dúvidas e ajudá-las a redescobrir sua essência e o que elas têm de melhor?

 

E assim, em Setembro de 2014, lancei o Mulheres que Inspiram com o compromisso e a missão de inspirar. Quero mostrar pro mundo como é possível construir a nossa história do jeitinho que a gente sonha se a gente realmente estiver disposto a realizar. Até agora já foram mais de 200 entrevistas, centenas de matérias e um orgulho enorme de ter criado uma rede de mulheres empreendedoras, criativas, talentosas e conscientes de suas capacidades infinitas, singulares e especiais. Chegue mais, fique à vontade e seja MUITO bem vinda a esse espaço que é pura inspiração. Tenho certeza que aqui também é o seu lugar. ♡

 

Priscilla Adduca

 

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